Graveyard

Graveyard

25 de Novembro - LAV - Lisboa ao Vivo (Lisboa)
1ª parte: The Quartet of Woah!
Abertura de portas: 20h00 - Início do espetáculo: 21h00

Preço Bilhetes

20 euros

Classificação

M/6 anos

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Ticketline

Digam o que disserem, o rock'n'roll nunca vai morrer – não enquanto houver miúdos a descobrir a coleção de discos dos pais e dos irmãos mais velhos, pelo menos. E, verdade seja dita, nenhum género musical algum dia morrerá enquanto houver gente a manter a chama viva, músicos que mantenham a esperança em relação a algo em que acreditam com convicção. Contra-argumentos a esta afirmação são mais que muitos, incluindo o facto de, hoje em dia, a quantidade de música produzida ser inversamente proporcional à capacidade de atenção do público, não deixando que ninguém se foque numa só banda. Por outro lado, há defensores da teoria de que o rock'n'roll já não pode ser considerado “puro”. Pois bem, ouvindo canções como «Uncomfortably Numb», «The Apple and The Tree» ou «Goliath» é difícil crer que alguém acredite realmente nisso. O verdadeiro rock, nas mãos de bandas como os GRAVEYARD, não está morto... Longe disso, na verdade – está mais saudável que nunca. No próximo dia 25 de Novembro, a banda sueca, a viver uma segunda vida depois de um breve hiato, vai prová-lo, ao vivo e a cores, quando subir ao palco do Lisboa Ao Vivo, para um há muito aguardado espetáculo em nome próprio em solo nacional.

Antes de terem a sua própria marca de cerveja, de ganharam um Grammy para melhor álbum de hard rock na Suécia, de tomarem de assalto por três vezes a tabela de vendas da Billboard e de figurarem em várias listas dos “melhores discos de 2011” com «Hisingen Blues», já os GRAVEYARD tinham captado a atenção do influente jornalista David Fricke, da Rolling Stone, no SXSW de 2008. “Eles apanharam totalmente de surpresa dezenas de pessoas”, afirmou Fricke na altura. Não é, de resto, muito difícil perceber porquê. Com os seus riffs em uníssono e carregados de fuzz orgânico, malabarismos rítmicos e orelhas bem sintonizadas na criação de melodias e refrães que ficam de imediato na memória, o quarteto de Gotemburgo afirmou-se como uma das mais geniais, e bem-sucedidas, propostas saídas da cena retro rock'n'roll escandinava. Evocando o saudoso espírito que caracterizou muita da música feita com guitarras na transição da década de 60 para a de 70, os jovens músicos estabeleceram reputação sólida com uma sequência de quatro discos exemplares e, atualmente, são um nome incontornável nesta tendência revisionista que tantos seguidores tem reunido nas primeiras décadas do novo milénio.

Refutando fronteiras e limitações estilísticas, desde a sua formação há pouco mais de uma década, os GRAVEYARD criaram um som único, que inclui todos os estilos do rock e os destaca no meio da avalanche de propostas do mesmo género. Do rock clássico aos blues, passando pelo jazz ou pela folk – neste caso estes rótulos estanques pouco importam, na verdade – o quarteto tem o dom de soar sempre autêntico, quase como se os músicos tivessem nascido na década errada. Apoiados num versátil leque de referências, são daquelas bandas que não dão um ponto sem nó e servem o ouvinte com uma ampla gama de emoções, espelhadas em canções belas, capazes de encantar o mais empedernido apreciador de rock clássico. Nascidos na encruzilhada em que os Black Sabbath se encontram com os Rolling Stones, Free, Led Zeppelin e Janis Joplin, os GRAVEYARD apoiam-se em riffs e melodias de tirar o fôlego para conduzirem o seu público numa visita guiada ao universo perdido da verdadeira musicalidade.

BILHETES

Locais de Venda: Ticketline (1820 - http://www.ticketline.sapo.pt). Em Espanha: Masqueticket.
Lojas: Worten, Fnac, El Corte Inglês e Unkind.pt.

BIOGRAFIA GRAVEYARD

Joakim Nilsson, Rikard Edlund (ambos anteriormente nos Norrsken), Axel Sjöberg e Truls Mörck formaram os Graveyard em 2006. Quando os Norrsken se separaram seis anos antes, o guitarrista Magnus Pelander criou os Witchcraft e Nilsson e Edlund focaram-se no blues rock dos Albatross, cuja formação também incluía Sjöberg na bateria. Inicialmente, o trio olhava para o seu projeto só como hobby, mas depois de cinco anos de ensaios e concertos, os músicos começaram a analisar as músicas mais a sério e ficaram insatisfeitos com a direção que tinham tomado entretanto. Os Albatross terminavam por ali, com Nilsson e Edlund a decidirem que, na próxima aventura, haviam de voltar realmente às suas raízes como músicos e compositores. Com a ajuda de Sjöberg e do guitarrista/vocalista Truls Mörck começaram a ensaiar como Graveyard e, pouco tempo depois, já tinham gravado rapidamente uma maqueta com dois temas, dado um total de três concertos e, mostrando determinação, começado a planear um álbum após receberem uma proposta de edição por parte da independente Transubstans Records. Enquanto isso, tornaram públicos alguns temas em versão demo no MySpace e captaram a atenção de Tony Presedo, o influente patrão da TeePee Records. A estreia auto-intitulada acabaria por ser gravada por Don Ahlsterberg e lançada no início de 2008, com Mörck a ser substituído pelo guitarrista Jonatan Ramm já na reta final do processo.

«Graveyard» recebeu boas críticas e levou os músicos suecos à edição de 2008 do muito badalado SXSW, em Austin, no Texas. Esse primeiro e, na altura, único concerto nos Estados Unidos, gerou falatório na coluna Fricke's Picks da Rolling Stone e deu o tiro de partida para a primeira campanha do outro lado do Atlântico ao lado dos companheiros de editora Witch. Nos meses seguintes não mais pararam de tocar ao vivo, protagonizando digressões com os Witchcraft no Outono de 2008, em seguida com os Clutch e, já em 2009, com os CKY. Acabariam por só lançar o segundo álbum na Primavera de 2011. «Hisingen Blues», primeiro álbum do contrato com a Nuclear Blast, chegou aos escaparates no dia 25 de Março e transformou-se de imediato num sucesso no underground. Sem vontade de parar, e a construir uma carreira sólida, o quarteto não perdeu tempo a gravar música nova, com «Lights Out» a ser editado pouco mais de um ano depois. Os primeiros sinais de instabilidade acabariam por surgir em Outubro de 2014, já após uma digressão europeia ao lado dos Soundgarden, quando o grupo anunciou que o baixista e co-fundador Rikard Edlund ia sair para se dedicar a “outras aventuras musicais”. Como se nada os pudesse parar, em Setembro de 2015, lançam o quarto registo de longa-duração, «Innocence & Decadence» e fazem-se novamente à estrada, mas o impensável acontece um ano depois... A 23 de Setembro de 2016, os Graveyard anunciam a separação citando “os motivos já clássicos para as bandas acabarem”. Para gáudio dos fãs, este hiato foi sol de pouca dura – a 26 de Janeiro de 2017, a banda voltou ao ativo com um novo baterista.

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