Anathema

Anathema

11 de Março - Cineteatro Capitólio (Lisboa)
1ª parte: TBA
Abertura de portas: 20h00 - Início do espetáculo: 21h00

Preço Bilhetes

28 euros

Classificação

M/6 anos

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Ticketline

Poucas bandas há como os ANATHEMA, que construíram uma carreira brilhante, e uma base de seguidores invulgarmente sólida, ao longo de um percurso em que, mantendo o seu ADN melancólico intacto, se pautou por várias mutações que levaram os músicos do doom metal inicial a uma sonoridade que, hoje, só se consegue mesmo descrever usando o nome do grupo. Apesar de sempre se terem mostrado mais apostados em olhar para o futuro que para o passado, os britânicos liderados pelos irmãos Cavanagh têm feito também o ocasional período de reflexão e, agora, anunciam uma digressão europeia de comemoração do 10.º aniversário do aplaudido «We're Here Because We're Here». Tendo, ao longo dos anos, desenvolvido fortes laços com o público luso, o grupo de Liverpool vai trazer este espetáculo celebratório a Portugal, com uma atuação única, agendada para 11 de Março de 2020, no Cineteatro Capitólio, em Lisboa.

Editado originalmente a 31 de Maio de 2010 pela Kscope, o oitavo álbum dos ANATHEMA foi produzido pelos irmãos Daniel e Vincent Cavanagh e misturado pelo talentoso Steven Wilson, dos Porcupine Tree. Composto na sequência das experiências acústicas levadas a cabo para «Hindsight», «We're Here Because We're Here» desde cedo se afirmou como mais um passo decisivo na carreira da banda, abrindo o leque das belas paisagens sonoras que viriam a explorar, aproximando-as da perfeição, nos discos subsequentes – «Weather Systems», «Distant Satellites» e «The Optimist». Precedido por dois singles, «Dreaming Light» e «Everything», o disco, que marcou a despedida do teclista Les Smith e a estreia de Lee Douglas na voz, estremou ainda um pouco mais os laços emocionais que se podem estabelecer entre quem cria e ouve música. A provar que há, afinal, bandas capazes de criar canções que nos podem afetar emocionalmente de formas que nunca poderíamos ter imaginado, a audácia do grupo foi recompensada com aplausos unânimes, da imprensa, dos fãs, dos seus pares e da indústria em geral, incluindo o primeiro lugar no top anual da revista Classic Rock na categoria “Best Prog Album”.

Ao lado dos Paradise Lost e dos My Dying Bride, os ANATHEMA completaram a tríade do doom britânico no início dos anos 90, ajudaram a estabelecer os parâmetros para a fusão death/doom e cimentaram-na, por direito próprio, como subgénero da música extrema. Abraçando o imaginário gótico e cinzentão tipicamente britânico, entre lápides cobertas de musgo, os músicos de Liverpool assinaram, no espaço de quatro anos, várias das pedras basilares do estilo. «Crestfallen», «Serenades», «Pentecost III» e «The Silent Enigma» estabeleceram a sonoridade, influenciaram toda uma geração e viram o nome da banda inscrito no panteão da música lenta e pesada. Desde «Eternity», em 1995, inspirados pela imensidão de grupos que tentavam recriar o que tinham feito, optaram por uma visão mais melódica, atmosférica e progressiva, que deu origem a outros tantos títulos um pouco diferentes mas igualmente marcantes – «Alternative 4», «Judgement», «A Fine Day To Exit», «A Natural Disaster», «We're Here Because We're Here», «Weather Systems» e «The Optimist».

BILHETES

Locais de Venda: Blueticket.
Em Espanha: Masqueticket.
Lojas: Abreu, Worten, Fnac, MediaMarkt, Note!, C.C. Mundicenter, C.C. Dolce Vita, SuperCor, UTicketline, Ask Me Lisboa, El Corte Inglês, A.B.E.P., Casino Lisboa, Centro Cultural de Belém, Forum Aveiro, Galeria Comercial Campo Pequeno, Shopping Cidade do Porto, Time Out Mercado da Ribeira e Unkind.pt.

BIOGRAFIA ANATHEMA

Quando se juntaram, em 1989, os Anathema eram só um grupo de amigos com gosto comum pela agressividade do death metal, a lentidão paquidérmica doom e os ambientes góticos, chuvosos e trágicos – tipicamente britânicos. Os irmãos Daniel e Vincent Cavanagh lideraram desde cedo a banda que, em 1992, se estreou com o EP «Crestfallen» e o álbum «Serenades». Transformaram-se, quase de imediato, numa das sensações do fértil movimento underground europeu da primeira metade dos anos 90. Com o EP «Pentecost III», lançando em 1995, atingem o pico da sua fase como banda mais explicitamente agressiva e épica, invocando o espírito dos Black Sabbath de uma forma inquestionável e assinando o pináculo criativo com a épica «We, The Gods». A plataforma para um processo constante de reinvenção começou logo com a saída do vocalista Darren White. Vincent passou a acumular as funções de guitarrista e vocalista, apoiado no irmão mais velho Daniel, guitarrista e a principal âncora da banda. No período entre 1995 e 1998 lançaram três discos que marcaram para sempre toda uma geração. «The Silent Enigma», «Eternity» e «Alternative 4», todos com selo Peaceville, mostraram-nos cada vez mais entregues ao seu lado melódico e introspetivo, ao jeito da banda-sonora perfeita para uma qualquer noite de Outono.

O grupo atingia então um nível de exposição que nunca tinha tido até ali, assinando rapidamente com a (agora extinta) Music For Nations e mantendo um esquema regular de edições. «Judgement» (de 1999) é um “clássico” para uma imensa minoria, sendo que «A Fine Day To Exit» (de 2001) e o amplamente elogiado «A Natural Disaster» (de 2003), não gozam de um estatuto muito diferente. Mesmo assim, a cada novo lançamento o grupo ia alargando cada vez mais as fronteiras da sua música e, com um som cada vez mais antémico e emotivo, a Natural Disaster Tour viu-os tocarem em mais de trinta países e, numa digressão britânica de apoio aos finlandeses HIM, frente a mais de 30.000 pessoas numa só semana. Com a falência da Music For Nations, os Anathema ficaram sem editora e isso abanou um pouco a sua estrutura. Felizmente mantiveram a visão intacta e, apesar dos contratempos, nunca pararam de compor ou tocar ao vivo – as passagens por cá, a solo ou como banda, foram diversas e ainda se mantêm bem vivas na memória de quem compareceu.

Sete anos de silêncio discográfico depois, interrompidos pelo semi-acústico «Hindsight» em 2008, os músicos voltaram finalmente aos lançamentos de originais em 2010 – com o elogiado «We’re Here Because We’re Here» – e, dois anos depois, lançaram «Weather Systems», que entrou na tabela de vendas no Reino Unido e na Alemanha. Em Novembro de 2012, o português Daniel Cardoso foi anunciado como teclista permanente do grupo e, dois meses depois, atuaram pela primeira vez da Índia. Em Junho de 2013 lançam o “ao vivo” «Universal», gravado em parceria com a Plovdiv Philharmonic Orchestra no antigo teatro romano de Philippopolis. Nos últimos anos, os músicos têm-se mantido sempre tão ativos quanto possível, fazendo espetáculos pelo mundo e mantendo uma assiduidade invejável no campo das edições, com os muito bem sucedidos «Distant Satellites» e «The Optimist», em 2012 e 2017, respetivamente.

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