Opeth

Opeth

25 de Outubro 2021 - Coliseu de Lisboa (Lisboa)
1ª parte: TBA
Abertura de portas: 20h00 - Início do espetáculo: 21h00

Preço Bilhetes

28 euros

Classificação

M/6 anos

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Depois de, no início deste ano, terem andado na estrada do outro lado do Atlântico ainda a promover o mais recente álbum, «In Cauda Venenum», de 2019, os OPETH acabam de anunciar uma sequência de oito espetáculos exclusivos e muito especiais no Outono de 2021. Com passagem pelo Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a 25 de Outubro do próximo ano, a tour denominada Opeth by Request “Evolution XXX” vai celebrar trinta anos de carreira de uma das bandas mais aplaudidas e influentes dos últimos anos no espectro da música pesada, com os músicos liderados por Mikael Åkerfeldt a darem à sua legião de fãs a oportunidade de escolherem quais os temas que gostariam de ouvir nestes concertos. A votação começa já na próxima segunda-feira, 7 de Setembro, em Opeth.com.

“Ora bem, decidimos comemorar um aniversário tardio da banda”, explica Mikael Åkerfeldt. “Como vamos celebrar algo do género? Bem, vamos trabalhar. Estamos a planear alguns concertos selecionados ao redor do mundo em 2021, em que, basicamente, vocês vão poder escolher coletivamente as músicas para o alinhamento. Já que comemoramos trinta anos, gostaríamos de tocar uma música de cada um dos álbuns que fizemos. De todos os treze. Se puderem ajudar-nos, escolham uma canção por álbum da lista e nós tocaremos as que tiverem mais votos. Isto já foi feito antes, mas não por nós. Estou relutante e nervoso, mas também animado para ver que temas escolherão. Não posso acreditar que já existimos há trinta anos, mas a verdade é que aqui estamos. Ajudem-nos, por favor. E sejam gentis. O alinhamento final terá treze temas. Um de cada álbum. Vocês escolhem...”

Os OPETH passaram as últimas três décadas a crescer a todos os níveis, transformando-se num dos nomes mais influentes da sua geração e acumulando um corpo de trabalho que revela uma devoção enorme pelo conceito de progressão estética e um fervoroso desejo de busca pela perfeição. Sinónimo de evolução, são já um dos nomes mais consensuais no espectro em que se movem. Do death metal sueco infundido de romantismo dos primeiros discos, à mistura perfeita de agressividade e melodia de «Still Life» e «Black Waterpark», passando pela criatividade dos registos mais recentes – o último «In Cauda Venenum» foi editado em duas versões, uma cantada em inglês e outra cantada em sueco –, ao longo dos últimos trinta anos, o inimitável Åkerfeldt, estratega e principal compositor do grupo, tem mostrado saber exatamente como remodelar o seu veículo artístico sem sacrificar o espírito criativo e aventureiro que o caracteriza desde a formação em 1990

BILHETES

Locais de Venda: Coliseu Lisboa e Bilheteira Online
Em Espanha: Masqueticket.
Lojas: Coliseu Lisboa, Lojas Fnac, Lojas Worten, El Corte Inglés, Estações CTT e Agência ABEP.

BIOGRAFIA OPETH

Originários de Estocolmo, os Opeth são um dos nomes incontornáveis da vertente mais progressiva do death metal e, desde que Mikael Åkerfeldt ajudou a criar a banda em 1990 e se transformou na sua força motriz, não mais pararam de ganhar terreno e construíram uma carreira incrivelmente sólida, consistente e invejável – reunindo, inclusivamente, rasgados elogios tanto por parte do público, como da imprensa e da indústria. Adicionando elementos ligeiros à música que fazem, de guitarras acústicas a influências de jazz, rock progressivo, blues e até folk a uma sonoridade pesada, nunca se limitaram só ao óbvio e tem atraído atenções de diversos quadrantes da música pesada. No entanto, a instabilidade que dominou os primeiros anos da sua carreira jamais poderia fazer adivinhar um futuro tão brilhante. De 1990 a 1992, os Opeth eram basicamente um projeto de David Isberg e Åkerfeldt, que deram os primeiros concertos com os músicos que, na altura, tinham mais à mão. A viabilidade do grupo parecia incerta, até Isberg abandonar, Åkerfeldt tomar conta das vozes (já tinha experiência nesse campo com os Eruption) e o lugar de segundo guitarrista ser ocupado por Peter Lindgren.

Os dois, com Johan DeFarfalla no baixo e Anders Nordin na bateria, gravam «Orchid» em 1994 com o produtor Dan Swanö – editado pela Candlelight no ano seguinte e nos Estados Unidos, via Century Media, só dois anos depois. Entretanto o quarteto gravaria ainda o segundo disco, «Morningrise», em 1996, mas viria novamente a debater-se com mudanças de formação. Após a conclusão de uma pequena tour com os Cradle Of Filth, DeFarfalla foi despedido e Nordin abandonou. «My Arms, Your Hearse», de 1998, gravado com Fredrik Nordström, apresentou finalmente a primeira formação que duraria mais de um par de anos, com Martin Lopez na bateria e Martin Mendez no baixo. O feeling jazzístico de Lopez recolheu elogios, assim como a natureza mais obscura e direta de grande parte dos temas. As coisas iam acontecendo devagar, mas começavam por fim a acontecer. Aproveitando a onda de comentários favoráveis, o quarteto não perdeu muito tempo e, cerca de um ano depois, estreia-se como parte do influente catálogo Peaceville com «Still Life». É exatamente aqui que as coisas começam a correr mais de feição para Åkerfeldt e companhia.

Visto como um verdadeiro ponto de viragem, o quarto álbum aperfeiçoou a fusão de elementos aparentemente díspares que os havia caracterizado desde sempre e o disco seguinte, «Blackwater Park», editado em 2001 via Music For Nations, estabeleceu-os como um improvável sucesso a nível comercial e valeu-lhes a primeira digressão mundial. Deste e do outro lado do Atlântico, a banda provocou furor com o primeiro fruto da sua relação de trabalho com Steven Wilson, dos Porcupine Tree. Os músicos lançam-se então a um dos seus projetos mais arriscados e, um ano depois, saem do estúdio com dois discos debaixo do braço. «Deliverance» e «Damnation» foram gravados ao mesmo tempo e editados, respetivamente em 2002 e 2003, mostrando as duas facetas do grupo de forma separada – o primeiro brutal como nunca, o segundo totalmente dedicado à obsessão de Åkerfeldt pelo rock progressivo dos anos 70. Ambos produzidos novamente por Wilson, marcaram a afirmação dos Opeth como uma das bandas mais criativas e bem-sucedidas da sua geração – assinalando a primeira entrada na Billboard, a maior tour de sempre até então (cerca de 200 concertos entre 2003 e 2004) e a distinção para melhor Hard Rock Performance nos Grammys suecos.

«Lamentations (Live at Shepherd's Bush Empire 2003)» chegou aos escaparates em 2004, dando tempo para os fãs se familiarizarem com Per Wiberg (dos Spiritual Beggars), que, entretanto, tinha começado a tocar com a banda ao vivo e ajudou a gravar «Ghost Reveries». Editado em 2005, o disco de estreia para a Roadrunner transformou-se no mais aguardado da sua carreira e correspondeu totalmente às expectativas, sendo aquele que maior consenso gerou entre a imprensa e uma base de fãs que, até hoje, não para de crescer. Mesmo depois do abandono de Lopez e Lindgren, substituídos por Martin Axenrot e Fredrik Åkesson respetivamente, os Opeth mantiveram a sua personalidade intacta e, depois de mais de 200 concertos de promoção a «Ghost Reveries», gravaram finalmente o seu sucessor. «Watershed» foi lançado em 2008 e entrou diretamente para o #1 da tabela de vendas finlandesa, para o #7 na Austrália e subiu ao lugar #23 da Billboard. Entre Março e Abril de 2010, os Opeth comemoraram o seu vigésimo aniversário, numa mini-digressão documentada no DVD «In Live Concert At The Royal Albert Hall» e, nos dez anos que se passaram entretanto, não mais pararam de crescer, cimentando de uma forma indelével a sua popularidade. Apoiados numa sequência de álbuns que os mostram mais soltos, a cada novo passo, de «Heritage» ao último «In Cauda Venenum», passando ainda por «Pale Communion» e «Sorceress», tornou-se óbvio que nunca vão fazer nada mais que aquilo que lhes vai na alma.

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